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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Byredo M/Mink - Crítica


Na Fashion Clinic há sempre alguns perfumes que são praticamente impossíveis de encontrar nas perfumarias. Fizemos uma visita à loja masculina na Avenida da Liberdade e descobrimos uma pequena preciosidade. Chama-se M/Mink e é um perfume da marca Byredo. Tornando as coisas mais fáceis: se gostar dos perfumes Comme des Garçons, este vai concerteza ser do seu agrado. Tem uma mistura bem conseguida de elementos sintéticos e naturais e é um aroma tão luxuoso como desconcertante. Assim, a primeira impressão é dada por um componente denominado Adoxal, uma nota próxima dos aldeídos com toques florais, ozonicos e frescos. Isto faz uma transição em osmose perfeita com o incenso como nota de coração e a mistura é realmente bem conseguida, se bem que um pouco parecida com sabonete, se inspirarmos bem. Uma base de âmbar e patchouli dão o toque mais carnal e sólido ao aroma. Parece que a ideia era fazer uma fragrância que cheirasse a tinta. Não conseguimos lá chegar sem ajuda, mas percebemos que se tratava de um aroma evocativo de um químico.

Fashion Clinic
Av. da Liberdade, 192A - Lisboa

Apreciação global: *****
Durabilidade: *****
Projecção: ***

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Balenciaga Florabotanica - Crítica

Florabotanica tem um frasco ao qual não se pode passar ao lado. Chama a atenção como uma flor venenosa, pelas suas cores invulgares. Mas quando experimentámos, rapidamente conseguimos perceber que nada de mau aconteceu. Na verdade, este é até um aroma simples, que cheira sobretudo a rosas da Bulgária e pouco mais. Os perfumes que se baseiam na rosa são perigosos. Facilmente se confundem com ambientadores se os seus ingredientes não forem da mais alta qualidade. Florabotanica cheira a rosas de luxo e não a ambientadores baratos. Para quem gosta de rosas, é um must have, tão bom quanto Stella, de Stella McCartney ou Paris, de Yves Saint Laurent. Não é tão sensual como o primeiro nem tão fresco como o segundo mas fica a meio caminho entre a inocência e a maldade.

Apreciação Global: ****
Durabilidade: ****
Projecção: ****

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Tom Ford Noir - Crítica

Um perfume que é masculino mas pode ser usado por mulheres e que tem como notas fundamentais a sensualidade em várias facetas. Pelo uso da pimenta preta, do civet, do âmbar... Mas pela mistura de todos os ingredientes que fazem um aroma sedutor e muito carnal. Não sendo um aroma extremamente original, transpira luxo, como todos os produtos Tom Ford. Muito sensual mas discreto q.b. esta fragrância é magnética. Embora lhe falte pujança, é ainda assim um perfume que recomendamos vivamente a quem tem coragem de usar um perfume sexy!

Apreciação global: ****
Projecção: ***
Durabilidade: ***

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Trussardi My Land - Crítica


A Trussardi lançou recentemente a fragrância masculina My Land. A intenção era retratar num frasco a elegância italiana, com o seu poder, sofisticação e sensualidade. E é de facto um aroma viril, mas quanto ao resto ficam dúvidas. Não é um perfume de grande originalidade. Após cheirá-lo fica a sensação de já termos sentido o mesmo noutras marcas. No entanto, este amadeirado não ofende ninguém e não é desagradável. O melhor é mesmo o seu frasco, desenhado pelo arquitecto italiano Antonio Citterio, em vidro transparente com detalhes em couro.

Apreciação global: ***
Durabilidade: ****
Projecção: ***

Jo Malone Amber Patchouli - Crítica

Um aroma de âmbar suave e muito agradável. Seco e amadeirado, sem a sensação cremosa de muitos aromas de âmbar e por isso mesmo mais fácil de usar todo o ano, mesmo em tempo quente. No entanto, é menos voluptuoso do que poderia ser, dadas as suas notas principais. Apesar da sua boa durabilidade, poderia ser mais intenso e melhorar ainda mais aquilo que já é uma excelente fragrância.

À venda no El Corte Inglês

Apreciação global: ****
Durabilidade: ****
Projecção: ****

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Jo Malone Rose Water and Vanilla Cologne Intense - Crítica

Eis como uma rosa se pode tornar carnal e pecaminosa sem se tornar vulgar. Se as flores tivessem relações sexuais seria este o seu cheiro após o acto. Destas essências sente-se ainda umas notas fumadas e a baunilha de vez em quando cheira a perfume de barbies. É um aroma que fica sempre junto à pele e que pede para ser cheirado de perto vezes sem conta, de tão misterioso que é. Funde-se com o próprio cheiro da pele e pode tornar-se viciante e afrodisíaco.

À venda no El Corte Inglés

Apreciação Global: *****
Durabilidade: ***
Projecção: **

domingo, 28 de outubro de 2012

Hermès L'Ambre des Merveilles - Crítica

O EssênciaNews é viciado em âmbar e não é frequente encontrar perfumes em que esta nota seja a dominante. As poucas fragrâncias disponíveis em Portugal com o âmbar como protagonista são demasiado intensas ao ponto de serem enjoativas ou então não cheiram a âmbar de todo. Mas a salvação foi encontrada e de uma forma ainda melhor do que a sonhada por nós. Ou não fosse o seu criador Jean-Claude Ellena para a casa Hermès. L'Ambre des Merveilles é um perfume simples. Poucas notas principais como baunilha, âmbar e patchouli compõem esta grandiosa homenagem ao âmbar. Não é preciso mais nada, mas é preciso um mestre para fazer tanto com tão pouco. Cremoso, profundo e carnal, finalmente o melhor âmbar que já cheirámos até agora. As notas de topo são enigmáticas e não deixam antever a glória deste aroma. Mas se ao início parece mais uma fragrância de âmbar comercial e suavizada ao ponto do anonimato, eis que depois tudo muda e se transforma. O âmbar pode ser uma nota pesada e intoxicante, mas aqui aparece suave e duradoura num perfume dedicado tanto a homens como a mulheres. Nota máxima!

Apreciação global: *****
Durabilidade: ****
Projecção: ***

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Custo Barcelona Glam Star - Crítica

Parece bem tropical esta nova fragrância de Custo Barcelona, Glam Star. E isso deve-se às notas de topo que começam logo por ser muito frutadas, com o aroma de pêra muito pronunciado. Cheira a um cocktail de fruta com o jasmim a marcar presença e a deixar no fim uma sensaçao muito sexy e carnal, amadeirada e com muito almíscar. Não e um aroma limpinho mas é isso que se quer de uma verdadeira Glam Star. Provocação e sensualidade acima de tudo! Boa projecção e durabilidade. O frasco exalta o dourado das jóias numa carpete vermelha. No fundo, é um perfume bem extrovertido e que cheira a festa.

Apreciacao global: ****
Durabilidade:***
Projeccao:***

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Azzaro Pour Homme Night Time - Crítica

O clássico perfume Azzaro Pour Homme, de 1978, conhece agora uma nova versão chamada de Night Time. Christophe Raynaud e Michel Girard, da casa Givaudan, transformaram Azzaro para lhe darem um toque mais contemporâneo. A verdade é que a fragrância original já é em si mesma excelente (e por isso nunca abandonou as prateleiras) e esta nova versão não é exactamente como todos os outros novos perfumes que vão surgindo uns como os outros. É um aroma que se transforma muito ao longo das horas e começa por ser muito verde, com toques cítricos e a predominância do ruibarbo que aliás se nota sempre muito neste perfume. Apesar de por vezes aparentar ser muito "sabão", o aroma tem profundidade, projecção e originalidade. Muito masculino, sensual e viril até. Isto de uma forma que faz lembrar alguns perfumes dos anos 80. Azzaro Night Time continua a ser distinto e no fundo, horas depois, é parecido com o Azzaro original.

Avaliação global: ***
Projecção: ***
Durabilidade: ***

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Thierry Mugler A*Men Spicy Instinct - Crítica

Hoje tivemos uma surpresa na nossa visita habitual à perfumaria. Chama-se A*Men Spicy Instinct The Taste of Fragrance e ao contrário do que se possa pensar, não tem nada a ver com o famoso A*Men, o perfume masculino Thierry Mugler que é um ícone da marca. The Taste of fragrance foi um projecto lançado em 2011. A casa Thierry Mugler encarregou uma chef para cruzar o mundo da alta cozinha com o da alta perfumaria. Assim, a chef escolhida foi Helene Darozze, que deu um "sabor" especial a quatro perfumes da marca: Angel, A*Men, Womanity e Alien. Este A*Men é um gourmand atípico pois não é muito doce e assim que o vaporizámos pareceu-nos que tínhamos entrado numa cozinha onde o jantar está pronto mas já se está a fazer o café ao mesmo tempo. As notas dominantes são as de pimentos vermelhos e café. Cheira tanto a cozinhados como a perfume e de vez em quando até a restaurante indiano. É um perfume desconcertante mas capaz de fazer as delícias de todos aqueles que gostam de aromas fora do vulgar. Thierry Mugler é certamente a marca ideal para eles! Fascinante mas não para todos os narizes esta versão de A*Men vai aligeirando as notas culinárias para deixar depois um fundo sensual, almiscarado e amadeirado, sempre com as especiarias em pano de fundo. Muito interessante!

Notas de topo: bergamota, lavanda, coentros, menta.
Notas de Coração: patchouli, pimentos vermelhos, cedro.
Notas de fundo: café, styrax, fava tonka, baunilha, musk.

Apreciação global: *****
Durabilidade: ****
Projecção: ***

Nota: no site da marca é possível fazer download de receitas de pratos associados a estes perfumes.




http://www.mugler.com/us/en/#/6-fragrances/1120-the_taste_of_fragrance/1128-amen_spicy_instinct


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Angel Schlesser Madera de Naranjo - Crítica

É sempre agradável usar uma colónia cítrica nos dias quentes de verão, mas precisará o mercado de mais uma fragrância cítrica com cheiro a laranjas e limões? Se for diferente e de muita qualidade sim. Mas não é o caso de Madera de Naranjo, de Angel Schlesser. Um perfume extra-agradável e que cheira muito bem. Um must-have para todos os amantes destes cheiros frescos. Mas este perfume, que faz parte da colecção Selection de Memoires é apenas isso, uma memória. Porque dura na pele pouco mais de meia hora. Fraquíssimo poder de fixação para um aroma que se desenvolve rápido em cítricos, anis e madeiras e que poderia ser realmente uma boa compra com o quádruplo da concentração de essências e dez vezes esta projecção. Quem sabe um extrait de parfum? Não chega só cheirar bem. Quando não é muito original, pelo menos que dure e se note. Assim só não chega.

Apreciação global: **
Projecção:*
Durabilidade: *

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jesus Del Pozo Halloween Man - crítica


Halloween Man é o novo perfume de 2012 de Jesus Del Pozo. A marca diz ser um perfume atrativo, fresco, oriental e que quem o usar não será catalogado nem encaixará em nenhum estereótipo como também não será de modas.
O EssênciaNews foi à perfumaria experimentar esta nova fragrância. Assim que o perfume é vaporizado na nossa pele, somos invadidos por um aroma bastante familiar: 1 MILLION de Paco Rabanne.
Numa altura em que centenas de perfumes são lançados por ano, é comum que algumas marcas sigam o exemplo de alguns perfumes de grande sucesso, como o caso do 1 Million de Paco Rabanne.
Cerca de 60% deste novo perfume é igual ao perfume de Paco Rabanne. Contudo, preferimos o Halloween, porque os 40% dos restantes ingredientes que compõem esta essência são alguns aromas que raramente são encontrados em perfumes,como o Apple Martini. É um perfume que soa melhor se usado à noite pois num ambiente de fumo de cigarro, este perfume consegue distanciar-se e sobressair.
As suas notas de topo são mandarina, manjericão, folha de violeta e Martini. As notas de coração são lavanda, flor de laranjeira, flor de gengibre e canela. As notas de base são almíscar, âmbar, baunilha e couro.
Halloween é um perfume que, com apenas uma borrifadela, consegue ter uma boa projecção e durabilidade. Mas facilmente é confundido com outros perfumes, o que choca com a filosofia deste perfume, de ser diferente e de quem o usar não ser fashion victim.


Apreciação global: ***
Durabilidade: ***
Projecção: ***




sábado, 29 de setembro de 2012

Sisley Eau d'Ikar - Crítica

Já não se fazem muitos perfumes assim nos dias de hoje. Eau D'Ikar, da casa Sisley, é uma fragrância onde se verifica imediatamente a qualidade de se usar matérias-primas da melhor qualidade, dando primazia às substâncias naturais. Recebemos um frasco e ao experimentarmos ficámos logo surpreendidos pela diferença em relação ao quase anonimato da maioria dois lançamentos recentes. Aqui não se poupou dinheiro na concepção de um aroma novo. A originalidade é protagonizada por um arbusto bem presente nos países mediterrânicos, o lentisco. É a isto que cheira Eau d'Ikar do princípio ao fim. Nas notas de topo é ele que dá o pontapé de saída em aromas de verdes resinas associadas a bergamota, laranja amarga e limão. Nesta fase ainda nos parece um perfume masculino à antiga, clássico, de cítricos e muito verde. Mas depois tudo se transforma e entra em acção uma sensualidade ao mesmo tempo sofisticada e selvagem (sim, é um paradoxo). Lírio, jasmim e chá associam-se ao lentisco e a um cocktail de especiarias de uma forma muito particular que dá personalidade a este perfume e que não faz lembrar nenhum outro. De facto, nas marcas mainstream de perfumaria, o lentisco é muito pouco usado, sendo mais presente em marcas de nicho e mais exclusivas. Em Eau d'Ikar sentimos em simultâneo um travo amargo com alguma doçura, jogando sempre em contrários num resultado muito masculino mas que ficaria bem também em mulheres ousadas. Este poderia ser um perfume unissexo. E se começa em frescura, este perfume tem um acorde final mais carnal e sombrio. É, no entanto, um daqueles perfumes que fica junto à pele.

Apreciação global: ****
Durabilidade: ***
Projecção: ***

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

L'Eau d'Issey Pour Homme Sport - Crítica

Lançado em 1994, o perfume L'Eau d'Issey Pour Homme tem sido um constante campeão de vendas desde então. Por todo o lado há sempre um homem que cheira a L'Eau d'Issey. É de facto uma criação extraordinariamente bem realizada e um clássico para daqui a muitas décadas. Por isso mesmo, já pouco interesse tem cheirar ao mesmo que muitos outros cheiram. De qualquer forma, todos os anos a marca lança novas versões desta fragrância. No entanto, estas são sempre 95% iguais ao original, sendo quase necessário um nez profissional para detectar as diferenças para além dos múltiplos designs do frasco. Este ano, Issey Miyake surpreendeu-nos ao criar uma versão Sport. Este foi o ano dos perfumes Sport, que apareceram como cogumelos, todos iguais uns aos outros. Mas eis que aqui surgiu algo de diferente. Este é capaz de ser o melhor perfume Sport deste ano e tem de facto novidades em relação ao aroma inicial. Se de facto, não há surpresas nas primeiras notas, quando chegamos ao coração do perfume vemos que há mais especiarias e madeiras a jogar com o perfume de sempre. No final, uma grande injecção de vetiver torna o aroma mais sexy. Atrevemo-nos a dizer que Sport é ainda melhor do que o L'Eau d'Issey original. Nota máxima em termos de projecção e durabilidade (mais de dez horas!!).

Apreciação global: *****
Durabilidade: *****
Projecção: *****

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Lady Gaga Fame - Crítica




Fame é a primeira fragrância da cantora norte-americana. De marketing percebe ela, já no ano passado se falava deste perfume. Sempre muito controversa, a artista afirmou que este perfume teria sangue seu e sémen. A verdade é que o perfume não cheira nem a um nem a outro (e ainda bem!). Em muitos sites e blogs dedicados a Lady Gaga, desde há uns meses que se vê imagens do vídeos promocionais de Fame, assim como cartazes, mupis e billboards. Em todos os lançamentos, seja em Paris, como em Nova Iorque ou no Museu Guggenheim a cantora consegue sempre surpreender; carroças, carros enfeitados com flores, entradas triunfantes, dignas de rainhas,… Muito dinheiro andou a ser investido neste perfume. E isto tudo para dizer, que na nossa opinião o perfume deixou um bocadinho a desejar. Como se costuma dizer, “quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, no caso do Fame, pode-se dizer que o espetáculo é grandioso já o perfume nem por isso.

A equipa EssênciaNews teve acesso ao perfume ainda ele não estava em circulação em Portugal, e a nossa reação foi: “não era nada disto que estávamos à espera”. Na verdade, devido a tanta promoção do perfume, e da comunicação em si, tendo esta um cariz dark e misterioso, seria de esperar um perfume potente, do género dos perfumes de Thierry Mugler, um perfume forte, com aromas intensos e misteriosos. Contudo, Fame acaba por ser mais um perfume de celebridade. É um perfume doce e floral e que facilmente poderia ser mais um perfume de Britney Spears. 

Beladonna e incenso são as primeiras notas que nos chegam quando experimentamos esta fragância. Mas, como belladonna, é uma flor venenosa, não é um ingrediente ao qual muitos perfumistas recorrem, logo não é fácil identificar qual o aroma que lhe assenta. Acabando por os primeiros acordes que sentimos serem logo os segundos. Sente-se o aroma sensual da orquídea tigre e doce do alperce. Este é um perfume cuja durabilidade não é muita, cerca de duas horas, com alguma dificuldade ainda sentimos algumas notas de base. Notas de açafrão e notas doces de mel. 

Em género de conclusão. Fame é um perfume que vende por ser de Lady Gaga, é de facto, um perfume inovador, devido às novas técnicas desenvolvidas na realização deste perfume, tem uma embalagem e frasco poderosos e marcantes, o líquido preto também salta à vista, já o perfume em si não marca presença.
Sendo Lady Gaga uma forte activista dos direitos LGBT, esperava-se também, que o perfume fosse unissexo, ficando aqui a dica para um perfume masculino. 


Apreciação global: ***
Projecção: **
Durabilidade: *


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Jimmy Choo Eau de Parfum - Crítica

Aproveitámos o lançamento das linhas de cosmética, maquilhagem e perfumaria para o Natal da Sephora e cheirámos o Jimmy Choo em versão eau de parfum. Não é um lançamento deste ano, mas ainda não tínhamos dedicado o nosso nariz a ele. E que boa surpresa! É todo um jardim de delícias frutadas e doces que nos apresenta. Para as apreciadoras de aromas gourmand, eis uma fragrância excelente, com várias facetas diferentes ao longo da sua evolução sobre a pele. Se inicialmente se salienta uma frescura cítrica, ela logo a seguir entra em acordes frutados e florais com predominância da orquídea. mais ou menos na mesma zona de Flowerbomb, de Viktor & Rolf. Mas em Jimmy Choo Eau de Parfum o melhor vem no fim. As notas de fundo do perfume, ou o seu drydown como dizem os ingleses, são profundamente sensuais, amadeiradas e com laivos resinosos. Musks brancos, baunilha e patchouly são as notas que a marca diz conter neste frasco, mas nós achamos que cheira também a âmbar. É sexy, carnal, quase animal... Não conseguimos parar de cheirar o nosso pulso. Um final doce e oriental para um perfume que começou como cítrico, depois floral frutado. Só não leva 5 estrelas porque ainda assim ficámos a desejar que tivesse maior intensidade. Ou talvez seja essa a estratégia: levar a desejar mais!
Um exclusivo Sephora.

Apreciação global: ****
Projecção: ***
Durabilidade: ***

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Prada Luna Rossa - Crítica

Eis um perfume com capacidades de se tornar um campeão de longevidade nas lojas por todo o mundo. Não sendo uma fragrância inovadora nem muito marcante, Luna Rossa tem tudo para se gostar dela. É um aroma fresco, mas profundo, suave mas interessante e com um toque de "bons acabamentos" como uma boa peça de roupa Prada. Luna Rossa é uma ode à lavanda. Desde o princípio ao fim esta nota domina a fragrância, dando-lhe o tom clássico que predomina e dá leveza, frescura e masculinidade. À sua volta giram aromas de menta e salva, assim como notas cítricas. Tudo muito clássico e tudo muito bem executado, sem pontas soltas. Um aroma distinto e bem comportado, mas sem cair no cliché. No final, as notas amadeiradas e mais sensuais deixam um traço discreto que dura horas e horas. Parece impossível não se gostar de Luna Rossa pois um clássico vai sempre bem. E este é um dos bons!

Apreciação global: ****
Durabilidade: ****
Projecção: ***

domingo, 23 de setembro de 2012

Armani Code Ultimate - Crítica

Mais uma vez, fomos à perfumaria testar as novidades. Desta vez, na Douglas, encontrámos o novíssimo Armani Code Ultimate, sequela do original Armani Code. Não há muito a dizer desta fragrância. É melhor do que a primeira versão, tem menos anis e é mais poudré. Ao contrário do que diz a embalagem, não nos parece nada uma versão mais intensa de Armani Code, mas sim uma versão mais confortável e universal. As notas de fundo são sensuais, com baunilha, cedro e couro a dar um toque aveludado à fragrância, mas com uma projecção quase inexistente e uma durabilidade de pouco mais de duas horas. Passado cerca de meia hora da sua aplicação na pele testámos a reacção de duas pessoas que nem conseguiram perceber que tínhamos colocado perfume. Ou seja, pode ser um daqueles perfumes para quem não gosta de usar perfume. Por outro lado, mesmo que se aplique em quantidade, é um aroma suficientemente anónimo e perfeito para usar em trabalho pois não ofende.

Apreciação global: **
Durabilidade: *
Projecção: *

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Chanel Coco Noir - Crítica

Impressionados pelo luxo discreto mas muito requintado do seu frasco, vaporizámos o novo Coco Noir na pele. Sem grandes surpresas para uma fragrância da casa Chanel, realmente o "sumo" cheira a luxo. Trata-se de uma actualizacao do clássico Coco, mas com uma ironia. Apesar de se chamar Noir, é um perfume bem mais luminoso e fresco, talvez a apelar a uma consumidora mais jovem e urbana. Com notas de topo e coração extremamente agradáveis, Coco Noir não é tão interessante nem opulento como o original Coco, mas torna-se muito mais versátil e fácil de usar pela sua leveza. Isso pode ser bom ou mau, dependendo do gosto de cada um. Se Coco pode ser um perfume muito impositivo, este é muito mais sóbrio. Menos intenso e menos profundo. Ainda assim um aroma inconfundivelmente Chanel. Nenhuma das suas notas se destaca e por vezes Coco Noir faz parecer uma mistura de nº5 com Coco e Coco Mademoiselle. Talvez um paradoxo: Noir para o dia, Coco para a noite. As notas finais são densas e com um rasto de musk que tornam Coco Noir sensual. Bom, mas esperava-se melhor.

Apreciação global: ***
Projecção: ***
Durabilidade: ****

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Caudalie Zeste de Vigne - Crítica


Francis Kurkdjian é um grande monstro da perfumaria. Até agora criou fragrâncias para as maiores marcas, incluindo Dior, Versace, Narciso Rodriguez e muitas outras, incluindo quase todos os perfumes Jean Paul Gaultier. É ele o criador desta Eau Fraïche da marca Caudalie com o nome Zeste de Vigne. O EssênciaNews tem este aroma na pele e o que tem a dizer é isto: Tang de limão! A primeira nota que bate dentro do nariz com grande pujança é um limão doce e ácido ao mesmo tempo como limonada em pó. Depois há laranjas doces e amargas. Com isto entende-se que é uma agradável essência de Verão. Se o início é um pouco agreste, logo depois o aroma torna-se ao mesmo tempo fresco e confortável, muito frutado com a presença forte da uva. Parece sumo de laranja, toranja, limão e uvas. Tudo interligado de forma a criar um perfume leve, fresco e delicado. Não prima pela sua presença nem durabilidade, mas é isso que se quer de uma água de Verão, para usar e abusar sem ser um abuso. Para quem gosta de fragrâncias cítricas é um must. Mas desenvolve muito rápido, sentido-se as notas de fundo logo depois de dez minutos com alguns toques amadeirados. Completamente unissexo, Zeste de Vigne é fácil de gostar, mas também fácil de desaparecer na pele, é preciso reaplicar várias vezes durante o dia.

Apreciação global: ***
Projecção: *
Durabilidade *