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segunda-feira, 4 de março de 2013

Jean Paul Gaultier Le Beau Male


Há 18 anos atrás, Le Male iniciou um arquétipo masculino inédito: o marinheiro sensual, um pouco rufia mas com um coração terno, revolucionando para sempre o universo da perfumaria. Homem-objeto, bomba anatómica, hoje é o líder de uma nova geração olfativa. Fiel à sua visão inteligente da nossa era e seus desejos, Jean Paul Gaultier vem agora transformar o terceiro milénio numa ‘frescura que faz o homem tórrido’.

Uma nova equação olfativa

Ninguém melhor que Francis Kurkdjian, o criador da fragrância “Le Male”, para enfrentar o desafio de compor uma nova frescura imaginada por Gaultier, reinterpretando o acorde mítico para escrever uma nova história sobre homens. “Tinha muita vontade de me reapropriar da fórmula. Em retrospectiva, algumas coisas eram óbvias: conservar a estrutura original e desenvolver os acordes, mas dando a máxima amplitude a cada nota”, explica o perfumista. Com Le Beau Male, a frescura é potente. “A peculiar lavanda, que carateriza o Le Male, mantém-se, embora a faceta oriental desapareça em Le Beau Male para dar lugar a uma sensualidade à flor da pele. Como se a pele transpirasse o perfume”, acrescenta o perfumista.




Para esta nova alquimia sensual, o potente cocktail de frescura “menta-artemisia-lavanda” é activado quando em contacto com os almíscares. A faceta húmida e fría da menta exala uma frescura extraordinariamente intensa. Identificada desde a Antiguidade como potente estimulante sexual, esta planta dos haréns, duplica aquí o seu poder olfativo ao ser misturada com a artemisia. A artemisia é conhecida por erva do fogo, emblema de Diana Artemisia, a deusa da caça, usada na pele como talismã contra o envenenamento e as queimaduras solares. A lavanda perdura como a espinha dorsal da fragrância e adquire maior energia com o toque de flor de laranjeira e da salva esclareia. A nota de fundo de almíscar transpira sensações paradoxais e confirma o acorde frio-quente.

O "Beau” e o Monstro

A tarefa de conseguir captar a essência de “LE BEAU MALE” foi encomendada ao fotógrafo Slove Sundsboi. Este artista norueguês, reconhecido por magnificar corpos erotizados através de uma inteligente manipulação de sombras e luzes, não encontra obstáculos. A sua missão: dar corpo à frescura tórrida que desarma os sentidos. O modelo Kaylan Falgoust, deitado completamente nu sobre uma pele de urso branco, encarna o marinheiro. Atlético, o seu corpo ardente, tatuado com uma sereia, derrete o solo glaciar quando o seu olhar se crava na objectiva, convidando ao contacto corpo a corpo. “Gosto de inverter papéis, quebrar códigos estabelecidos que já nao fazem sentido na actualidade,” diz Jean Paul Gaultier.


PREÇOS MÁXIMOS INDICATIVOS
Le Beau Male EDT 75ml – €56
Le Beau Male EDT 125ml – €79
Le Beau Male Shower Gel 200ml – €28
Le Beau Male Deo Stick 75gr – €25

sábado, 24 de novembro de 2012

O que é o Oud?


Nos últimos anos, há um aroma que tem invadido a perfumaria, primeiro nas fragrâncias de nicho e agora por todo o mundo dos perfumes. Chama-se Oud, mas também responde pelo nome de agarwood, aloeswood ou gaharu. Todos estes nomes querem dizer a mesma coisa, mais ou menos e referem-se ao produto que resulta do ferimento da árvore Aquilaria, oriunda das selvas do Vietname, China, Malásia, Cambodja, Tailândia e Indonésia.


Quando a árvore recebe um corte ou se parte um ramo, cria uma resina que protege essa lesão e a recupera. Também constitui uma protecção contra fungos e outras pragas. Essa resina é altamente aromática e penetra na madeira, tornando-a tão pesada que se afunda na água. 



Depois de destilado, o Oud cheira a algo parecido com óleo de amêndoas, sândalo e âmbar. Como diz Celia Lyttelton, no livro The Scent Trail, "quanto mais velha for a madeira e mais madura for a resina, mais delicioso é o cheiro do Oud". Ele é sagrado no mundo muçulmano e os peregrinos adquirem-no em Meca. O Oud aparece com frequência no incenso japonês e é utilizada na medicina tradicional chinesa.  É uma essência extremamente cara e a árvore aquilaria está em vias de extinção, por isso já se produz um substituto químico que, no entanto, não chega aos calcanhares da essência natural. 

Alguns dos perfumes que incluem OUD na sua composição















segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Caudalie Zeste de Vigne - Crítica


Francis Kurkdjian é um grande monstro da perfumaria. Até agora criou fragrâncias para as maiores marcas, incluindo Dior, Versace, Narciso Rodriguez e muitas outras, incluindo quase todos os perfumes Jean Paul Gaultier. É ele o criador desta Eau Fraïche da marca Caudalie com o nome Zeste de Vigne. O EssênciaNews tem este aroma na pele e o que tem a dizer é isto: Tang de limão! A primeira nota que bate dentro do nariz com grande pujança é um limão doce e ácido ao mesmo tempo como limonada em pó. Depois há laranjas doces e amargas. Com isto entende-se que é uma agradável essência de Verão. Se o início é um pouco agreste, logo depois o aroma torna-se ao mesmo tempo fresco e confortável, muito frutado com a presença forte da uva. Parece sumo de laranja, toranja, limão e uvas. Tudo interligado de forma a criar um perfume leve, fresco e delicado. Não prima pela sua presença nem durabilidade, mas é isso que se quer de uma água de Verão, para usar e abusar sem ser um abuso. Para quem gosta de fragrâncias cítricas é um must. Mas desenvolve muito rápido, sentido-se as notas de fundo logo depois de dez minutos com alguns toques amadeirados. Completamente unissexo, Zeste de Vigne é fácil de gostar, mas também fácil de desaparecer na pele, é preciso reaplicar várias vezes durante o dia.

Apreciação global: ***
Projecção: *
Durabilidade *